ITX: Isopropylhioxanthone ou Isopropylthioxanthone?

Nas notícias que tenho lido online (por exemplo, PÚBLICO, TSF, Portugal Diário; para mais exemplos basta pesquisar as notícias no Google) sobre esta questão das embalagens de leite terem ou não terem a substância ITX há uma coisa intrigante: se, segundo essas notícias, a dita substância se chama “Isopropylhioxanthone”, qual o significado do T em ITX? Não sou um expert na matéria mas aposto que a substância ITX de que estão a falar é a Isopropylthioxanthone. Estou curioso para ver os jornais de amanhã…

Actualização: As edições dos jornais balançam entre a isopropiltioxantona e a isopropiltioxantone. Menos mal. No entanto, o caso do PÚBLICO é paradigmático da falta de cuidado (e desrespeito para com os leitores) com que o jornal é actualmente produzido: numa notícia usa a designação isopropiltioxantone, na notícia seguinte, especialmente destinada ao risco da substância, usa a designação isopropiltianoxantone… Estas notícias, disponíveis online apenas para subscritores, podem ser lidas aqui e aqui.

3 comentários a “ITX: Isopropylhioxanthone ou Isopropylthioxanthone?”

  1. Estive a ver e concordo inteiramente com o seu post. Tudo isto pode parecer uma coisa menor, uma esquisitice de um qualquer Químico rezingão mas a verdade é que hoje as notícias são muito mal feitas. Pode dizer-se que é por causa do “online”, de ser um processo mais rápido, menos pensado. No entanto, é nos jornais que a maior parte das vezes se encontram as maiores barbaridades. Já fui um quase compulsivo leitor de jornais e hoje não leio quase nenhum justamente por causa dos erros, imprecisões, gralhas – chamem-lhe o que quiserem – que me dão cabo do prazer de ler. Inclusivamente, já pensei em criar um blog para ir tomando nota desses erros (não só os científicos, mas todos; por exemplo é impressionante a quantidade de erros que são cometidos a fazer uma coisa tão simples como converter dólares em euros). Podia ter, pelos menos, um efeito pedagógico, se os jornalistas e, sobretudo, os editores, não fossem tão arrogantes como são. Há alguns que escaparão mas os piores, neste sentido, ainda por cima, estão nos jornais ditos de referência.

  2. Quanto à permanente falta de rigor cintífico presente nos jornalistas portugueses já nem me vou pronunciar! Estou simplesmente farto!
    Os jornalismo existe para informar os cidadãos e não para causar o pânico, mas tudo indica que em Portugal os cursos de jornalismo em vez de terem cadeiras de ciência geral têm cadeiras de como criar o pânico, ou então os jornalistas que saem dessas instituições simplesmente não ligaram a essas cadeiras!!! Mas isto é assunto para outras ocasiões!
    Isopropylthyoxanthone = ispropiltioxantona (em português) os jornalistas nem se deram ao trabalho de perguntar a um químico como é que se escrevia o nome da danada da molécula.
    A IsopropilTioXantona (ITX) tem uma estrutura química engraçada e o T (tio) significa que a molécula tem átomos de enxofre.

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